Tratamento para o stress

Como já publicamos em outro post neste blog, quadros graves de stress, com seus sintomas tão prejudiciais à saúde necessitam de tratamento adequado para sua remissão.

Mas de que formas podemos tratar o stress?

Uma das formas de tratamento para stress que demonstra melhores resultados é a terapia cognitivo-comportamental, que se utiliza de metodologia pesquisada e diversas técnicas com efeito comprovado para o enfrentamento, modificação e diminuição do stress.

Características de um tratamento cognitivo-comportamental para o Estresse

Psicoeducação: Educação sobre o que é stress, suas características, sintomas, causas e consequências.

Avaliação e identificação dos fatores desencadeadores do stress: Estes fatores são específicos para cada caso e podem ter origem tanto em motivos externos quanto em fatores internos.

Identificação de Pensamentos e crenças desencadeadoras do stress: Descoberta dos padrões de pensamento e das crenças pessoais geradoras ou intensificadoras das situações de stress.

Reestruturação cognitiva: Para modificação dos pensamentos e crenças citados acima

Técnicas de relaxamento: para diminuição dos efeitos do stress

Técnicas de resolução de Problemas: para auxiliar na resolução das situações geradoras do stress

Técnicas de respiração: propiciando auxilio na ansiedade e na tensão característicos do stress

Modificação de hábitos de vida: alimentação, esportes, sono.

 

Terapia ou Medicação?

Embora em casos mais graves de stress seja necessário um tratamento conjunto entre a terapia e médicos, uma vez que muitos dos sintomas e doenças desencadeados pelo estresse necessitam de atenção médica (como a diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, etc.) ainda não existe medicação para o stress.

Portanto o tratamento adequado para stress necessariamente envolve uma mudança nos hábitos de vida e na forma como enfrentamos e lidamos com as situações, mudança que é facilitada pelo trabalho da terapia, onde um profissional especializado pode ajudar em todos os passos desta mudança.

Diversos fatores emocionais e de nossa história de vida interferem contribuindo para a vulnerabilidade ao stress e portanto o auxílio de um profissional traz mudanças mais rápidas e efetivas, contribuindo para uma melhor habilidade de enfrentar as diversas demandas e necessidades que a vida nos traz.

 

Fonte: Psicoterapias- Abordagens Atuais. Aristides V. Cordioli. Ed. Artmed

Stress – Do que estamos falando?

O que é Stress

Stress ou estresse (na versão em português), possui várias definições diferentes, e todas podem nos auxiliar a entender melhor esta característica da vida, que pode se tornar um problema grave de saúde.

Segundo Lipp, a palavra stress já era utilizada no século XVII para referir-se a situações de opressão e adversidade. A partir do século XVIII aproveitando-se de conceitos da física, o termo stress passa a se popularizar e ser utilizado para expressar a ação de uma força, pressão ou influencia muito forte sobre uma pessoa, causando-lhe uma deformação, como ocorre quando colocamos um peso muito grande sobre uma viga, fazendo com que este se dobre.

Podemos notar que esta noção de stress continua sendo utilizada até hoje, pois sempre que nos sentimos sobrecarregados, sob muita pressão ou carregando um peso muito grande, dizemos que estamos estressados.

Sob a ótica da saúde, podemos definir stress (ou estresse) como sendo um mecanismo natural, de reação psicofisiológica, com finalidade de sobrevivência, que nos prepara para enfrentar desafios e nos adaptar a mudanças em nossas vidas e em nosso mundo.  Para Selye stress é uma reação não específica, resultante de qualquer demanda colocada no organismo, seja o efeito mental, ou o efeito físico.

Resumindo

A definição que melhor resume o que significa stress é dada por Lipp, que define stress como: “uma reação do organismo com componentes físicos, psicológicos, mentais e hormonais gerada pela necessidade de lidar com algo que, naquele momento, ameace a estabilidade mental ou física da pessoa.

Desta forma podemos perceber que cada fase da vida possui as suas dificuldades e particularidades as quais necessitamos lidar e nos adaptar, fazendo com que experiências e transtornos desencadeados pelo stress possam ser encontrados em todas as idades, casses sociais, sexo, etc.

Devido as exigências e inconstâncias de nosso dia a dia, a incidência de stress na população vem aumentando muito, sendo que pesquisas recentes têm apontado uma incidência de stress em 35% da população em geral.

Fonte:  Psicoterapias- Abordagens Atuais. Aristides V. Cordioli. Ed. Artmed
                   Relacionamentos Interpessoais no sec. XXI e o stress emocional. Marilda Lipp. Ed Sinopsys

Assista também a este vídeo sobre o tema

Quais são os sintomas do stress?

Quem consegue imaginar em nossa vida atual quem não saiba o que é stress, não é mesmo? O pioneiro nas pesquisas sobre stress, Hans Selye dizia que só quem está morto não tem stress. Afinal o stress é parte inerente da vida, e o que é necessário é aprender a lidar de forma mais eficaz com os desafios bons e ruins que a vida nos traz.

Porem viver sob o efeito do stress pode trazer diversos perigos e prejuízos para a saúde, tanto física quanto mental e emocional. Desta forma se torna importante saber identificar os sintomas e efeitos do stress, para que possamos buscar o mais breve possível, formas de amenizar estes efeitos, com vistas a um melhor aproveitamento de nosso potencial e de nossas vidas.

Embora alguns sintomas do stress sejam mais conhecidos e portanto mais fáceis de associar com o stress, como por exemplo: mãos suadas, respiração rápida, taquicardia, tensão muscular e dores no estomago; bem como reações de irritação ou de raiva ( que normalmente levam os outros a afirmar que determinada pessoa encontra-se estressada). Porém existem diversos outros sintomas menos conhecidos e tão importantes quanto, que nos ajudam a perceber quando o stress se tornou um problema.

Importante notar que devido à sua complexidade e ocorrência, não podemos falar em stress como um fenômeno único, estanque, que se apresenta sempre da mesma forma; ao contrário o melhor é entendermos o stress como um processo que acorre e que vai se agravando com o tempo.

Marilda Lipp, renomada pesquisadora sobre o stress propôs um modelo de 4 fases para o stress, com gravidade progressiva e sintomas distintos ocorrendo em cada fase, a saber: Alerta, Resistencia, Quase exaustão e Exaustão.

Fase de Alerta do Stress

Nesta fase a pessoa produz muita adrenalina e fica em um estado de prontidão para lidar com a situação que precisa enfrentar. Podemos dizer que esta é a fase boa do stress, que nos permite lidar com as dificuldades e superá-las. São sintomas desta fase:

  • Dificuldades para dormir em função da adrenalina.
  • Libido alta, muita energia.
  • Grande produtividade e criatividade, podendo varar a noite sem dificuldades.
  • Tensão muscular.
  • Falta de fome.
  • Humor eufórico, com grande disposição, porém podendo aparecer grande irritabilidade.

Se os motivos que levaram ao stress permanecerem por muito tempo, ou forem substituídos por outros novos, passamos então para uma nova fase no stress.

Fase de Resistência do Stress

Nesta fase a pessoa tenta se adaptar à situação, buscando reestabelecer seu equilíbrio interno. À medida que se vai conseguindo isto, alguns dos sintomas anteriores desaparecem. Porém para se conseguir isto o corpo se utiliza de energia que seria utilizada para outras funções, fazendo com que possam ocorrer os seguintes sintomas:

  • O sono é normalizado.
  • A libido diminui, causando pouco interesse por sexo.
  • A produtividade e a criatividade voltam ao padrão normal, porem as vezes pode não se conseguir ter novas ideias.
  • Sensação de cansaço físico, mesmo dormindo bem.
  • Memória começa a falhar.
  • Sensação de se estar doente, mesmo sem nenhuma doença aparente.
  • Pensa-se somente nos problemas questão causando stress, repete sempre os mesmos assuntos.

À medida que o stress continua a aumentar, com o agravamento do quadro, passamos então o uma nova fase.

Fase de Quase Exaustão do Stress

Nesta fase a tensão ultrapassa o limite que a pessoa é capaz de suportar, fazendo com que a resistência física e mental comece a diminuir. Alterna momentos de maior clareza de pensamentos, animo e produtividade, (porém isto é feito com esforço) com momentos de total desconforto e ansiedade. Doenças começam a surgir. Nesta fase é comum:

  • Insônia, ou acorda muito cedo e não consegue mais voltar a dormir.
  • Perda do interesse em sexo.
  • Perda de produtividade e da criatividade, quando é possível apenas da conta da rotina.
  • Sensação de desgaste e cansaço constantes.
  • Prejuízo importante da memória, mesmo para pequenas coisas do dia a dia.
  • Surgem diversas doenças oportunistas ou em função do desgaste do organismo.
  • Sensação constante de ansiedade ou de depressão.
  • Perda de interesse pelas coisas, isolamento social, acha tudo sem graça.

Se ainda assim o processo do stress continuar sem tratamento ou atenção progride então para o último estágio.

Fase de Exaustão do Stress

Esta é a fase mais negativa do stress, momento de maior desequilíbrio, manifestado pelos seguintes sintomas:

  • Dorme muito pouco. Acorda muito cedo. O sono não descansa ou revigora mais.
  • Perda completa de interesse pelo sexo. A libido desaparece quase completamente
  • Não é mais capaz de trabalhar normalmente. Não consegue produzir ou se concentrar, nem tomar decisões.
  • Podem aparecem doenças graves como úlceras, pressão alta, diabetes, enfarte, doenças de pele, etc.
  • Humor deprimido
  • Perda de interesse pela vida
  • Desanimo e em algumas pessoas vontade de morrer.

Caso não seja tratado o stress é altamente incapacitante, e em casos mais graves pode levar inclusive à morte. Nestes casos o melhor é buscar ajuda médica e psicológica para lidar com a situação e conseguir reverter o processo o quanto antes.

 

Fonte: Relacionamentos Interpessoais no sec. XXI e o Stress Emocional. Marilda Lipp. Ed. Sinopsys

Veja no vídeo abaixo alguns exemplos destes sintomas.

Depressão tem cura?

Depressão tem cura? Constantemente ouço esta pergunta de pacientes, familiares ou mesmo de outras pessoas que sabem que atuo na área da saúde mental. Esta é uma dúvida muito frequente e para respondê-la é necessário que antes entendamos o que significa curar.

De acordo com o dicionário de língua portuguesa Houaiss, podemos entender cura como sendo: (1) o reestabelecimento da saúde, (2) um estado de melhora, remédio, solução, (3) correção de um defeito ou problemas de comportamento.

A partir destas definições podemos entender que se conseguirmos fazer os sintomas da depressão desaparecerem conseguimos curar a depressão. Porém não é tão simples assim.

Existem depressões que ocorrem como uma reação a fatos ou situações difíceis, e que uma vez tratadas a pessoa pode voltar a viver sua vida e não mais apresentar nenhum episódio de depressão. Porém as estatísticas demonstram que de todas as pessoas que apresentam um episódio de depressão, 50% terão um novo episódio em algum momento da vida. As pesquisas também demonstram que quanto mais episódios de depressão alguém tem, maiores as chances de ocorrer uma recaída.

Portanto é necessário ter em mente que a depressão também pode se tornar uma doença crônica, e como tal não tem cura. Isto significa que não há o que fazer então? Claro que não. Assim como em outras doenças crônicas como diabetes, hipertensão, etc. é possível ter uma vida normal e de qualidade, desde que se tome alguns cuidados.

É de fundamental importância para uma plena recuperação da depressão, ou nos casos mais graves para a manutenção de um estado de saúde, com qualidade de vida, o tratamento do quadro depressivo, que deve ser feito principalmente através da terapia, onde poderemos atuar nas causas da depressão, diminuindo ou eliminando seus sintomas.

Resumindo então, quando falamos em cura da depressão estamos falando de um tratamento que permita a pessoa viver com qualidade e satisfação sua vida, ainda que exista uma vulnerabilidade que necessite de atenção e acompanhamento para evitar o retorno do quadro depressivo.

O que é depressão?

Falar sobre depressão se tornou lugar comum em nossa sociedade e frequentemente encontramos pessoas afirmando que fulano está deprimido, ou então elas mesmas. Porém o que significa realmente depressão? afinal, o que é depressão?

Usos do termo depressão

O termo depressão possui muitos significados em nossa língua. Etimologicamente, o termo depressão deriva do latim “deprimire” e significa pressionar para baixo. Comumente utilizamos este termo para nos referir a uma piora do humor, na forma de tristeza, algo que é absolutamente normal em todas as pessoas, e que todos experimentaremos na vida. Porém esta experiência é bem diferente do que é de fato ter a doença chamada depressão.

Além disto, a piora do humor e outros sintomas associados podem aparecer em outras situações de vida, como por exemplo doenças graves, mudanças importantes ou outros quadros de doenças mentais, sendo que nestas situações são sintomas de um outro quadro de saúde, e não o transtorno de humor chamado depressão.

Depressão também é utilizado para se referir ao Transtorno Depressivo Maior, um tipo específico de transtorno de humor, que é o tipo de transtorno mental que mais afetas as pessoas no mundo.

O que é depressão?

Apesar da importância dada ao componente do humor (tristeza) quando falamos de pressão, esta é apenas uma parte do quadro muito mais complexo e sério que compões a depressão, podendo inclusive não aparecer em suas fases iniciais, ou não ser a principal queixa da pessoa com depressão. Inicialmente pode se configurar como uma diminuição ou perda de prazer ou de interesse por hábitos ou situações que antes eram vivenciadas com prazer.

O transtorno depressivo, ou depressão é um quadro complexo, composto por alterações no humor, nos pensamentos, na motivação e também por alterações físicas, devendo ocorrer por pelo menos 2 semanas e provocando alterações e ou prejuízos no funcionamento anterior.

Hoje é consenso que as seguintes alterações são características do quadro depressivo, sendo que não necessariamente precisem ocorrer todas:

  • Alteração específica do humor: tristeza, solidão, apatia, etc.
  • Autocrítica negativa associada a recriminação e autoacusações
  • Desejos regressivos e autopunitivos: desejo de fugir, esconder-se, morrer.
  • Alterações vegetativas: perda de apetite, insônia, perda de libido.
  • Alteração no nível de atividade: retardo psicomotor ou agitação.

Importante também lembrar que estes sintomas não devem estar sendo provocados por outro quadro clínico, como por exemplo o hipotireoidismo, ou pelo uso de outras substancias psicoativas como remédios ou drogas.

Se você se identificou com este quadro ou tem se sentido desta forma, busque ajuda especializada, pois comprovadamente quem busca tratamento se recupera mais rápido, recuperando a capacidade de aproveitar a vida.

 

Fonte: Depressão – Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed
                  Depressão: Teoria e Clínica. João Quevedo. Artmed

Sintomas da depressão

Quando pensamos em Depressão, é impossível não lembramos logo daquela imagem de uma pessoa triste, abatida ou para baixo. Mas engana-se que pensa que depressão é somente ama alteração do humor, fazendo com que as pessoas fiquem tristes.

Depressão é um conjunto de sintomas muito mais amplos, que afetam outras áreas da pessoa além do humor.

Podemos dividir os sintomas da depressão em 5 grandes áreas, desta forma sendo mais fácil entender a extensão e a abrangência com que a depressão afeta a vida de que sofre com este transtorno.

Sintomas Emocionais da Depressão

Estes sintomas da depressão referem-se às mudanças nos sentimentos ou nos comportamentos explícitos do paciente, diretamente atribuíveis a seus estados emocionais.

  • Humor deprimido: sentir tristeza, infelicidade, sem esperança
  • Sentimentos negativos em relação a si próprio: decepção com si mesmos, baixa autoestima, raiva de si.
  • Redução da satisfação: perda de prazer, tédio, deixam de gostar de coisas que faziam.
  • Perda de vinculo ou envolvimento emocional: indiferença por pessoas ou atividades com que se envolvia
  • Crises de choro: maior sensibilidade, chora com mais frequência, com facilidade,
  • Perda da resposta ao humor: perda do senso de humor, sorrisos forçados, indiferença ao humor

Sintomas Cognitivos da Depressão

São sintomas que dizem respeito a atitudes distorcidas do paciente em relação a si mesmo, sua vivencia pessoal e o futuro. Demonstram a forma distorcida com que quem tem depressão passa a ver e perceber tudo ao seu redor.

  • Auto avaliação negativa: critica excessiva ao erro, ideias de inferioridade, defeito
  • Expectativas negativas: pessimismo, não tem solução, desesperança
  • Auto recriminação e autocrítica: culpam a si mesmos por tudo, perfeccionismo.
  • Indecisão: dificuldades para tomar decisões que antes eram fáceis, incapacidade de escolher
  • Distorção da imagem corporal: preocupação excessiva com aparência, ideias de não ser atraente ou desejável

Sintomas Motivacionais da Depressão

Neste conjunto estão os esforços, desejos e impulsos vividos durante a depressão. Tem como característica comum a natureza regressiva, em que se busca atividades com menor exigência de responsabilidade, energia ou iniciativa.

  • Paralisia da vontade: perda do desejo de realizar atividades, inclusive as rotineiras, vontade de não fazer nada.
  • Desejos de evitação: vontade de evitar ou adiar grande variedade de atividades, em especial as que não tragam prazer imediato.
  • Escapismo e retraimento: afastamento do convívio social ou familiar, fuga do contato com outras pessoas.
  • Desejos suicidas: Podendo variar desde pensamentos até o planejamento de fato do ato.
  • Aumento da dependência: desejos de ser ajudado constantemente, de que as pessoas façam ou resolvam por ele.

Sintomas Físicos da Depressão

São sintomas de caráter eminentemente físico, que demonstram a extensão dos efeitos da depressão sobre o corpo.

  • Perda do apetite: perda do prazer em comer, não sentem fome, aversão a comida.
  • Perturbação do sono: dificuldades para dormir, insônia, diminuição do tempo de sono.
  • Perda da libido: Diminuição do interesse e desejo sexual, perda de resposta à estimulação.
  • Fadiga: Cansaço crônico, corpo pesado, cansam com facilidade.

Delírios ligados a Depressão

Em casos específicos ou particularmente graves de depressão podem ocorrer também sintomas psicóticos, como presença de delírios (ideias fantasiosas persistentes) ou de alucinações, como estes:

  • Delírios de inutilidade
  • Delírios de crime e castigo
  • Delírios somáticos
  • Alucinações

Os sintomas também variam em função de fatores como idade e sexo, conforme podemos notar no gráfico abaixo:

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Os sintomas da depressão

Os sintomas da depressão

Importante notar que todos estes sintomas se manifestam dentro de um continuum que vai desde sintomas mais leves, e que podem ser experimentados por todas as pessoas sem depressão, até estados de maior gravidade e intensidade, necessitando de intervenção especializada para possibilitar a recuperação ou evitar o risco de morte.

Embora esta lista cubra boa parte dos sintomas da depressão, ela não os esgota; sendo sempre indispensável a consulta a um profissional especializado para que possa ocorrer o diagnóstico adequado da depressão e a indicação do tratamento mais indicado a cada caso.

 

Fonte: Depressão- Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed

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Tipos de depressão

Você sabia que não existe apenas um tipo de depressão? É isso mesmo, embora normalmente se fale em depressão como uma única doença, a depressão reúne um conjunto de quadros que possuem diferenças importantes entre si. A seguir, conheça mais sobre os diferentes tipos de depressão que existem.

Transtorno Depressivo maior

É o tipo ou forma mais comum de depressão, aquela que normalmente nos referimos quando falamos sobre a doença. Tem como característica a presença de ao menos cinco destes sintomas, sendo que um dos dois primeiros obrigatoriamente: humor depressivo, diminuição acentuada do interesse ou do prazer, alteração de peso ou do apetite, insônia ou hipersônia, agitação psicomotora ou retardo, cansaço ou falta de energia, sentir-se sem valor, culpa excessiva, dificuldade para pensar ou concentrar-se, pensamentos sobre morte ou ideação suicida.

Transtorno Depressivo Atípico

Nesta forma de depressão, a capacidade de sentir prazer está parcialmente preservada. Isto quer dizer que a pessoa reage de forma positiva a situações agradáveis, mas por pouco tempo. Se apresenta com muita sonolência, com aumento do apetite, o que leva a ganhos de peso. As pessoas com esta forma de depressão relatam ter grande sensibilidade a críticas e a rejeição.

Transtorno Distímico (Distimia)

É uma forma leve de depressão com apenas alguns sintomas presentes. Porém é crônica e costuma acompanhar a pessoa por diversos anos, pois é de difícil percepção e diagnóstico. Pelo menos dois dos seguintes sintomas devem estar presentes, além do humor depressivo:

  • Alteração do apetite ou do sono
  • Pouca energia ou cansaço
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade de concentração
  • Sentimento de desesperança

Também é muito comum a irritação, sendo a característica mais marcante do quadro. Tanto que na sua origem, distimia quer dizer mal humor.

Transtorno afetivo sazonal

Este é um tipo de depressão mais específico dos países próximos aos polos, onde o inverno dura muito tempo e ocorrem longos períodos de pouca luz, pois os dias são curtos e as noites muito longas. Estes períodos prolongados de pouca luz solar geram quadros depressivos importantes, porém que melhoram quando tratados com fototerapia (terapia com Luz).

Depressão na gestação e Pós-Parto

Tanto a gravidez quanto o puerpério (período pós-natal) são em geral momentos associados a alegria. Porém para muitas mulheres a gravidez e a maternidade podem ser um período de maior vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos, como por exemplo a depressão. Neste período é mais difícil diagnosticar adequadamente a depressão, devido a mudanças hormonais e fisiológicas que ocorrem, como fadiga; dificuldade para dormir, instabilidade emocional e diminuição da libido.

É importante diagnosticar adequadamente este quadro, pois a depressão pós-parto pode trazer diversos riscos para a mãe e o bebe, como: prejuízo do seguimento pré-natal, uso de substâncias psicoativas, estresse marital, prejuízo na relação mãe-bebe com piora nos cuidados maternos e a mais grave de todas, risco de suicídio ou infanticídio,

Transtorno Depressivo Recorrente

Aproximadamente 50% das pessoas que sofrem de um episódio depressivo, voltaram a apresentar depressão em diversos outros episódios. Quando a pessoa apresenta mais de um episódio de depressão ao longo da vida, há o diagnóstico de depressão recorrente. Quanto maior o número de episódios de depressão, maiores são as chances de voltar a apresentá-los no futuro. O que reforça a importância do tratamento para evitar novos episódios e para a manutenção dos ganhos terapêuticos.

Depressão Crônica

Para algumas pessoas a depressão é de longa duração. Isto pode ser consequência de tratamentos incompletos ou planejados inadequadamente, ou da gravidade da doença e de problemas interpessoais relacionados.

A correta identificação dos sintomas e o diagnóstico correto contribuem para um melhor planejamento do tratamento, possibilitando melhores resultados e uma abordagem mais efetiva do problema.

 

Fonte: Depressão -Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed
                  Depressão: Teoria e Clínica. João Quevedo. Ed. Artmed
                  Psicoterapias: Abordagens Atuais. Aristides V. Cordioli. Ed. Artmed

Sintomas da ansiedade

Sabemos que a ansiedade é uma reação emocional universal, ou seja, que todos sentimos e experienciamos, o que faz com que constantemente surjam referências a ela em nossas conversas e bate papos, seja com a família, amigos ou no trabalho. É muito comum afirmar que estamos nos sentindo ansiosos, ou que alguém está ansioso, mas você realmente sabe o que é ansiedade e quais os seus sintomas?

Segundo Beck (2010), podemos definir ansiedade como “um sistema de resposta cognitiva, afetiva, fisiológica e comportamental complexo (isto é, modo de ameaça) que é ativado quando eventos ou circunstancias antecipadas são consideradas altamente aversivas porque são percebidas como eventos imprevisíveis, incontroláveis que poderiam potencialmente ameaçar os interesses vitais de um indivíduo”

Sendo um fenômeno complexo, a ansiedade se manifesta de variadas formas, que podem varias de pessoa para pessoa, com certos tipos de sintomas podendo ser mais intensos em determinadas pessoas do que em outras.

Estes diversos sintomas podem ser agrupados de acordo com sua área de manifestação, a saber: sintomas fisiológicos, sintomas cognitivos, sintomas comportamentais e sintomas afetivos.

Sintomas fisiológicos da ansiedade

  • Aumento da frequência cardíaca, palpitações;
  • Falta de ar, respiração rápida;
  • Dor ou pressão no peito;
  • Sensação de sufocação;
  • Tontura, sensação de “cabeça vazia”
  • Sudorese, ondas de calor, calafrios;
  • Náusea, dor de estomago, diarreia;
  • Tremor, agitação;
  • Formigamento ou dormência nos braços ou nas pernas;
  • Fraqueza, sem equilíbrio, desmaio;
  • Tensão muscular; rigidez;
  • Boca seca.

Sintomas Cognitivos

  • Medo de perder o controle, de ser incapaz de enfrentar;
  • Medo de ferimento físico ou morte;
  • Medo de ficar “louco”;
  • Medo da avaliação negativa pelos outros;
  • Pensamentos, imagens ou recordações aterrorizantes;
  • Percepções de irrealidade ou de afastamento;
  • Concentração deficiente, confusão, distração
  • Estreitamento da atenção, hipervigilância para a ameaça;
  • Memória deficiente;
  • Dificuldade de raciocínio, perda de objetividade.

Sintomas comportamentais

  • Evitação de sinais ou situações de ameaça;
  • Esquiva, fuga;
  • Busca de segurança, reasseguramento;
  • Inquietação, agitação, movimentos rítmicos;
  • Hiperventilação;
  • Congelamento, imobilidade;
  • Dificuldade para falar.

Sintomas Afetivos

  • Nervoso, tenso, excitado;
  • Assustado, temeroso, aterrorizado;
  • Irritável, nervoso, irrequieto;
  • Impaciente, frustrado.

Como falamos anteriormente, esta lista demonstra a grande variedade de sinais e sintomas decorrentes da ansiedade. Não são necessários o surgimento de todos estes sintomas para que se configure um quadro de ansiedade. Cada pessoa tem suas características individuais e portanto poderá manifestar uma combinação própria destes sintomas.

 

Para se certificar se você possui um quadro de ansiedade patológica, ou um quadro de ansiedade que necessita de tratamento, é necessário a avaliação de um especialista. Importante também ressaltar que a ansiedade tem tratamento, e através de uma boa terapia é possível diminuir ou eliminar seus efeitos negativos, e não a ansiedade em si, pois ela na medida certa é um componente necessário a nossa vida, permitindo uma vida com mais qualidade e maior satisfação pessoal.

 

Fonte: Terapia Cognitiva para os Transtornos de Ansiedade. Aaron T. Beck. Ed Artmed