Sintomas da depressão

Quando pensamos em Depressão, é impossível não lembramos logo daquela imagem de uma pessoa triste, abatida ou para baixo. Mas engana-se que pensa que depressão é somente ama alteração do humor, fazendo com que as pessoas fiquem tristes.

Depressão é um conjunto de sintomas muito mais amplos, que afetam outras áreas da pessoa além do humor.

Podemos dividir os sintomas da depressão em 5 grandes áreas, desta forma sendo mais fácil entender a extensão e a abrangência com que a depressão afeta a vida de que sofre com este transtorno.

Sintomas Emocionais da Depressão

Estes sintomas da depressão referem-se às mudanças nos sentimentos ou nos comportamentos explícitos do paciente, diretamente atribuíveis a seus estados emocionais.

  • Humor deprimido: sentir tristeza, infelicidade, sem esperança
  • Sentimentos negativos em relação a si próprio: decepção com si mesmos, baixa autoestima, raiva de si.
  • Redução da satisfação: perda de prazer, tédio, deixam de gostar de coisas que faziam.
  • Perda de vinculo ou envolvimento emocional: indiferença por pessoas ou atividades com que se envolvia
  • Crises de choro: maior sensibilidade, chora com mais frequência, com facilidade,
  • Perda da resposta ao humor: perda do senso de humor, sorrisos forçados, indiferença ao humor

Sintomas Cognitivos da Depressão

São sintomas que dizem respeito a atitudes distorcidas do paciente em relação a si mesmo, sua vivencia pessoal e o futuro. Demonstram a forma distorcida com que quem tem depressão passa a ver e perceber tudo ao seu redor.

  • Auto avaliação negativa: critica excessiva ao erro, ideias de inferioridade, defeito
  • Expectativas negativas: pessimismo, não tem solução, desesperança
  • Auto recriminação e autocrítica: culpam a si mesmos por tudo, perfeccionismo.
  • Indecisão: dificuldades para tomar decisões que antes eram fáceis, incapacidade de escolher
  • Distorção da imagem corporal: preocupação excessiva com aparência, ideias de não ser atraente ou desejável

Sintomas Motivacionais da Depressão

Neste conjunto estão os esforços, desejos e impulsos vividos durante a depressão. Tem como característica comum a natureza regressiva, em que se busca atividades com menor exigência de responsabilidade, energia ou iniciativa.

  • Paralisia da vontade: perda do desejo de realizar atividades, inclusive as rotineiras, vontade de não fazer nada.
  • Desejos de evitação: vontade de evitar ou adiar grande variedade de atividades, em especial as que não tragam prazer imediato.
  • Escapismo e retraimento: afastamento do convívio social ou familiar, fuga do contato com outras pessoas.
  • Desejos suicidas: Podendo variar desde pensamentos até o planejamento de fato do ato.
  • Aumento da dependência: desejos de ser ajudado constantemente, de que as pessoas façam ou resolvam por ele.

Sintomas Físicos da Depressão

São sintomas de caráter eminentemente físico, que demonstram a extensão dos efeitos da depressão sobre o corpo.

  • Perda do apetite: perda do prazer em comer, não sentem fome, aversão a comida.
  • Perturbação do sono: dificuldades para dormir, insônia, diminuição do tempo de sono.
  • Perda da libido: Diminuição do interesse e desejo sexual, perda de resposta à estimulação.
  • Fadiga: Cansaço crônico, corpo pesado, cansam com facilidade.

Delírios ligados a Depressão

Em casos específicos ou particularmente graves de depressão podem ocorrer também sintomas psicóticos, como presença de delírios (ideias fantasiosas persistentes) ou de alucinações, como estes:

  • Delírios de inutilidade
  • Delírios de crime e castigo
  • Delírios somáticos
  • Alucinações

Os sintomas também variam em função de fatores como idade e sexo, conforme podemos notar no gráfico abaixo:

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Os sintomas da depressão

Os sintomas da depressão

Importante notar que todos estes sintomas se manifestam dentro de um continuum que vai desde sintomas mais leves, e que podem ser experimentados por todas as pessoas sem depressão, até estados de maior gravidade e intensidade, necessitando de intervenção especializada para possibilitar a recuperação ou evitar o risco de morte.

Embora esta lista cubra boa parte dos sintomas da depressão, ela não os esgota; sendo sempre indispensável a consulta a um profissional especializado para que possa ocorrer o diagnóstico adequado da depressão e a indicação do tratamento mais indicado a cada caso.

 

Fonte: Depressão- Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed

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Tipos de depressão

Você sabia que não existe apenas um tipo de depressão? É isso mesmo, embora normalmente se fale em depressão como uma única doença, a depressão reúne um conjunto de quadros que possuem diferenças importantes entre si. A seguir, conheça mais sobre os diferentes tipos de depressão que existem.

Transtorno Depressivo maior

É o tipo ou forma mais comum de depressão, aquela que normalmente nos referimos quando falamos sobre a doença. Tem como característica a presença de ao menos cinco destes sintomas, sendo que um dos dois primeiros obrigatoriamente: humor depressivo, diminuição acentuada do interesse ou do prazer, alteração de peso ou do apetite, insônia ou hipersônia, agitação psicomotora ou retardo, cansaço ou falta de energia, sentir-se sem valor, culpa excessiva, dificuldade para pensar ou concentrar-se, pensamentos sobre morte ou ideação suicida.

Transtorno Depressivo Atípico

Nesta forma de depressão, a capacidade de sentir prazer está parcialmente preservada. Isto quer dizer que a pessoa reage de forma positiva a situações agradáveis, mas por pouco tempo. Se apresenta com muita sonolência, com aumento do apetite, o que leva a ganhos de peso. As pessoas com esta forma de depressão relatam ter grande sensibilidade a críticas e a rejeição.

Transtorno Distímico (Distimia)

É uma forma leve de depressão com apenas alguns sintomas presentes. Porém é crônica e costuma acompanhar a pessoa por diversos anos, pois é de difícil percepção e diagnóstico. Pelo menos dois dos seguintes sintomas devem estar presentes, além do humor depressivo:

  • Alteração do apetite ou do sono
  • Pouca energia ou cansaço
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade de concentração
  • Sentimento de desesperança

Também é muito comum a irritação, sendo a característica mais marcante do quadro. Tanto que na sua origem, distimia quer dizer mal humor.

Transtorno afetivo sazonal

Este é um tipo de depressão mais específico dos países próximos aos polos, onde o inverno dura muito tempo e ocorrem longos períodos de pouca luz, pois os dias são curtos e as noites muito longas. Estes períodos prolongados de pouca luz solar geram quadros depressivos importantes, porém que melhoram quando tratados com fototerapia (terapia com Luz).

Depressão na gestação e Pós-Parto

Tanto a gravidez quanto o puerpério (período pós-natal) são em geral momentos associados a alegria. Porém para muitas mulheres a gravidez e a maternidade podem ser um período de maior vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos, como por exemplo a depressão. Neste período é mais difícil diagnosticar adequadamente a depressão, devido a mudanças hormonais e fisiológicas que ocorrem, como fadiga; dificuldade para dormir, instabilidade emocional e diminuição da libido.

É importante diagnosticar adequadamente este quadro, pois a depressão pós-parto pode trazer diversos riscos para a mãe e o bebe, como: prejuízo do seguimento pré-natal, uso de substâncias psicoativas, estresse marital, prejuízo na relação mãe-bebe com piora nos cuidados maternos e a mais grave de todas, risco de suicídio ou infanticídio,

Transtorno Depressivo Recorrente

Aproximadamente 50% das pessoas que sofrem de um episódio depressivo, voltaram a apresentar depressão em diversos outros episódios. Quando a pessoa apresenta mais de um episódio de depressão ao longo da vida, há o diagnóstico de depressão recorrente. Quanto maior o número de episódios de depressão, maiores são as chances de voltar a apresentá-los no futuro. O que reforça a importância do tratamento para evitar novos episódios e para a manutenção dos ganhos terapêuticos.

Depressão Crônica

Para algumas pessoas a depressão é de longa duração. Isto pode ser consequência de tratamentos incompletos ou planejados inadequadamente, ou da gravidade da doença e de problemas interpessoais relacionados.

A correta identificação dos sintomas e o diagnóstico correto contribuem para um melhor planejamento do tratamento, possibilitando melhores resultados e uma abordagem mais efetiva do problema.

 

Fonte: Depressão -Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed
                  Depressão: Teoria e Clínica. João Quevedo. Ed. Artmed
                  Psicoterapias: Abordagens Atuais. Aristides V. Cordioli. Ed. Artmed

Sintomas da ansiedade

Sabemos que a ansiedade é uma reação emocional universal, ou seja, que todos sentimos e experienciamos, o que faz com que constantemente surjam referências a ela em nossas conversas e bate papos, seja com a família, amigos ou no trabalho. É muito comum afirmar que estamos nos sentindo ansiosos, ou que alguém está ansioso, mas você realmente sabe o que é ansiedade e quais os seus sintomas?

Segundo Beck (2010), podemos definir ansiedade como “um sistema de resposta cognitiva, afetiva, fisiológica e comportamental complexo (isto é, modo de ameaça) que é ativado quando eventos ou circunstancias antecipadas são consideradas altamente aversivas porque são percebidas como eventos imprevisíveis, incontroláveis que poderiam potencialmente ameaçar os interesses vitais de um indivíduo”

Sendo um fenômeno complexo, a ansiedade se manifesta de variadas formas, que podem varias de pessoa para pessoa, com certos tipos de sintomas podendo ser mais intensos em determinadas pessoas do que em outras.

Estes diversos sintomas podem ser agrupados de acordo com sua área de manifestação, a saber: sintomas fisiológicos, sintomas cognitivos, sintomas comportamentais e sintomas afetivos.

Sintomas fisiológicos da ansiedade

  • Aumento da frequência cardíaca, palpitações;
  • Falta de ar, respiração rápida;
  • Dor ou pressão no peito;
  • Sensação de sufocação;
  • Tontura, sensação de “cabeça vazia”
  • Sudorese, ondas de calor, calafrios;
  • Náusea, dor de estomago, diarreia;
  • Tremor, agitação;
  • Formigamento ou dormência nos braços ou nas pernas;
  • Fraqueza, sem equilíbrio, desmaio;
  • Tensão muscular; rigidez;
  • Boca seca.

Sintomas Cognitivos

  • Medo de perder o controle, de ser incapaz de enfrentar;
  • Medo de ferimento físico ou morte;
  • Medo de ficar “louco”;
  • Medo da avaliação negativa pelos outros;
  • Pensamentos, imagens ou recordações aterrorizantes;
  • Percepções de irrealidade ou de afastamento;
  • Concentração deficiente, confusão, distração
  • Estreitamento da atenção, hipervigilância para a ameaça;
  • Memória deficiente;
  • Dificuldade de raciocínio, perda de objetividade.

Sintomas comportamentais

  • Evitação de sinais ou situações de ameaça;
  • Esquiva, fuga;
  • Busca de segurança, reasseguramento;
  • Inquietação, agitação, movimentos rítmicos;
  • Hiperventilação;
  • Congelamento, imobilidade;
  • Dificuldade para falar.

Sintomas Afetivos

  • Nervoso, tenso, excitado;
  • Assustado, temeroso, aterrorizado;
  • Irritável, nervoso, irrequieto;
  • Impaciente, frustrado.

Como falamos anteriormente, esta lista demonstra a grande variedade de sinais e sintomas decorrentes da ansiedade. Não são necessários o surgimento de todos estes sintomas para que se configure um quadro de ansiedade. Cada pessoa tem suas características individuais e portanto poderá manifestar uma combinação própria destes sintomas.

 

Para se certificar se você possui um quadro de ansiedade patológica, ou um quadro de ansiedade que necessita de tratamento, é necessário a avaliação de um especialista. Importante também ressaltar que a ansiedade tem tratamento, e através de uma boa terapia é possível diminuir ou eliminar seus efeitos negativos, e não a ansiedade em si, pois ela na medida certa é um componente necessário a nossa vida, permitindo uma vida com mais qualidade e maior satisfação pessoal.

 

Fonte: Terapia Cognitiva para os Transtornos de Ansiedade. Aaron T. Beck. Ed Artmed