Artigos sobre ansiedade e tratamento para ansiedade

Tipos de Transtornos da Ansiedade

Embora todas as manifestações de ansiedade patológica tenham em comum o medo, a ansiedade se manifesta de diferentes formas, com efeitos diferentes e em situações distintas. Desta forma dentro dos problemas ligados a ansiedade se distinguem seis transtornos diferentes.

Entender suas diferenças e características permite uma melhor compreensão de como eles funcionam e quais as melhores técnicas e procedimentos utilizar para seu tratamento, desta forma sendo mais eficaz e possibilitando uma recuperação mais rápida.

Vamos conhecer melhor cada um destes transtornos então.

Fobia Específica

É o medo de um estímulo ou situação específica, como por exemplo: aviões, elevadores, água, certos animais, etc.

Sua crença é a de que a coisa é de fato perigosa em si mesma (o avião pode cair, o cachorro morder, etc.) Cerca de 12% das pessoas tem fobia específica, embora um número muito maior possa ter medos determinados em torno de um ou mais estímulos.

Transtorno de Pânico

É o medo de suas próprias reações fisiológicas e psicológicas a um estimulo (em essência, medo de um ataque de pânico). Quaisquer anormalidades, tais como respiração alterada ou batimentos cardíacos acelerados, vertigens, suores ou tremores são vistos como sinais de um colapso iminente, insanidade ou morte.

A Evitação que acompanha as situações que podem ocasionar essas reações é conhecida como Agorafobia (ou medo de lugares púbicos) e com frequência limita de maneira grave a mobilidade. Cerca de 3% das pessoas tem esse transtorno, que em geral vem acompanhado de depressão.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

A pessoa tem pensamentos recorrentes, ou imagens (obsessões) que considera estressantes, por exemplo: pensar que está sendo contaminada, perdendo o controle, cometendo um erro ou se comportando de maneira inadequada. Há uma necessidade urgente de realizar certas ações (compulsões) que neutralizarão estas imagens, como lavar-se, realizar rituais, fazer verificações constantes, etc.

O transtorno em geral leva à depressão e afeta cerca de 3% da população

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

Essa é essencialmente uma tendência a se preocupar continuamente com um monte de coisas. Os pensamentos se voltam para a imaginação de todas as possíveis consequências negativas e de maneiras de impedi-las.

O Transtorno muitas vezes é acompanhado por sintomas físicos de estresse como insônia, tensão muscular, problemas gastrointestinais, etc. Cerca de 9% das pessoas tem esse transtorno.

Transtorno de Ansiedade Social ou Fobia Social

Medo de ser julgado pelos outros, especialmente em situações sociais. Essas situações incluem apresentações, festas, encontros, comer em locais públicos, usar banheiros públicos ou simplesmente encontrar novas pessoas.

Os sintomas incluem tensão extrema ou “paralisia”, preocupação obsessiva com interações sociais e uma tendência ao isolamento e a solidão. O transtorno é frequentemente acompanhado pelo uso de drogas ou álcool. Cerca de 14% das pessoas tem esse transtorno de alguma forma.

Transtorno de estresse pós-traumático

Esse transtorno envolve o medo excessivo causado por exposição anterior a uma ameaça ou danos. Traumas comuns são o estupro, a violência física, sequestros, acidentes graves, e exposição à guerra.

As pessoas que sofrem deste transtorno frequentemente reexperimentam seus traumas sob a forma de pesadelos ou flashbacks e evitam situações que tragam lembranças perturbadoras. Elas podem exibir irritabilidade, tensão e hipervigilância. O álcool e o abuso de drogas entre pessoas que sofrem são muito comuns, assim como são os sentimentos de depressão e falta de esperança.

Cerca de 14% das pessoas sofrem deste transtorno.

Apesar das diferenças entre eles, a boa notícia é que todos podem ser tratados e com o método certo é possível superar essas dificuldades e obter uma boa qualidade de vida. Com a terapia Cognitivo Comportamental, que é a terapia mais indicada para o tratamento dos transtornos de ansiedade atualmente, é possível a melhoria do quadro de forma natural, sem medicações.

Fonte: Livre de Ansiedade. Robert Leahy. Ed Artmed

Quais são os sintomas do stress?

Quem consegue imaginar em nossa vida atual quem não saiba o que é stress, não é mesmo? O pioneiro nas pesquisas sobre stress, Hans Selye dizia que só quem está morto não tem stress. Afinal o stress é parte inerente da vida, e o que é necessário é aprender a lidar de forma mais eficaz com os desafios bons e ruins que a vida nos traz.

Porem viver sob o efeito do stress pode trazer diversos perigos e prejuízos para a saúde, tanto física quanto mental e emocional. Desta forma se torna importante saber identificar os sintomas e efeitos do stress, para que possamos buscar o mais breve possível, formas de amenizar estes efeitos, com vistas a um melhor aproveitamento de nosso potencial e de nossas vidas.

Embora alguns sintomas do stress sejam mais conhecidos e portanto mais fáceis de associar com o stress, como por exemplo: mãos suadas, respiração rápida, taquicardia, tensão muscular e dores no estomago; bem como reações de irritação ou de raiva ( que normalmente levam os outros a afirmar que determinada pessoa encontra-se estressada). Porém existem diversos outros sintomas menos conhecidos e tão importantes quanto, que nos ajudam a perceber quando o stress se tornou um problema.

Importante notar que devido à sua complexidade e ocorrência, não podemos falar em stress como um fenômeno único, estanque, que se apresenta sempre da mesma forma; ao contrário o melhor é entendermos o stress como um processo que acorre e que vai se agravando com o tempo.

Marilda Lipp, renomada pesquisadora sobre o stress propôs um modelo de 4 fases para o stress, com gravidade progressiva e sintomas distintos ocorrendo em cada fase, a saber: Alerta, Resistencia, Quase exaustão e Exaustão.

Fase de Alerta do Stress

Nesta fase a pessoa produz muita adrenalina e fica em um estado de prontidão para lidar com a situação que precisa enfrentar. Podemos dizer que esta é a fase boa do stress, que nos permite lidar com as dificuldades e superá-las. São sintomas desta fase:

  • Dificuldades para dormir em função da adrenalina.
  • Libido alta, muita energia.
  • Grande produtividade e criatividade, podendo varar a noite sem dificuldades.
  • Tensão muscular.
  • Falta de fome.
  • Humor eufórico, com grande disposição, porém podendo aparecer grande irritabilidade.

Se os motivos que levaram ao stress permanecerem por muito tempo, ou forem substituídos por outros novos, passamos então para uma nova fase no stress.

Fase de Resistência do Stress

Nesta fase a pessoa tenta se adaptar à situação, buscando reestabelecer seu equilíbrio interno. À medida que se vai conseguindo isto, alguns dos sintomas anteriores desaparecem. Porém para se conseguir isto o corpo se utiliza de energia que seria utilizada para outras funções, fazendo com que possam ocorrer os seguintes sintomas:

  • O sono é normalizado.
  • A libido diminui, causando pouco interesse por sexo.
  • A produtividade e a criatividade voltam ao padrão normal, porem as vezes pode não se conseguir ter novas ideias.
  • Sensação de cansaço físico, mesmo dormindo bem.
  • Memória começa a falhar.
  • Sensação de se estar doente, mesmo sem nenhuma doença aparente.
  • Pensa-se somente nos problemas questão causando stress, repete sempre os mesmos assuntos.

À medida que o stress continua a aumentar, com o agravamento do quadro, passamos então o uma nova fase.

Fase de Quase Exaustão do Stress

Nesta fase a tensão ultrapassa o limite que a pessoa é capaz de suportar, fazendo com que a resistência física e mental comece a diminuir. Alterna momentos de maior clareza de pensamentos, animo e produtividade, (porém isto é feito com esforço) com momentos de total desconforto e ansiedade. Doenças começam a surgir. Nesta fase é comum:

  • Insônia, ou acorda muito cedo e não consegue mais voltar a dormir.
  • Perda do interesse em sexo.
  • Perda de produtividade e da criatividade, quando é possível apenas da conta da rotina.
  • Sensação de desgaste e cansaço constantes.
  • Prejuízo importante da memória, mesmo para pequenas coisas do dia a dia.
  • Surgem diversas doenças oportunistas ou em função do desgaste do organismo.
  • Sensação constante de ansiedade ou de depressão.
  • Perda de interesse pelas coisas, isolamento social, acha tudo sem graça.

Se ainda assim o processo do stress continuar sem tratamento ou atenção progride então para o último estágio.

Fase de Exaustão do Stress

Esta é a fase mais negativa do stress, momento de maior desequilíbrio, manifestado pelos seguintes sintomas:

  • Dorme muito pouco. Acorda muito cedo. O sono não descansa ou revigora mais.
  • Perda completa de interesse pelo sexo. A libido desaparece quase completamente
  • Não é mais capaz de trabalhar normalmente. Não consegue produzir ou se concentrar, nem tomar decisões.
  • Podem aparecem doenças graves como úlceras, pressão alta, diabetes, enfarte, doenças de pele, etc.
  • Humor deprimido
  • Perda de interesse pela vida
  • Desanimo e em algumas pessoas vontade de morrer.

Caso não seja tratado o stress é altamente incapacitante, e em casos mais graves pode levar inclusive à morte. Nestes casos o melhor é buscar ajuda médica e psicológica para lidar com a situação e conseguir reverter o processo o quanto antes.

 

Fonte: Relacionamentos Interpessoais no sec. XXI e o Stress Emocional. Marilda Lipp. Ed. Sinopsys

Veja no vídeo abaixo alguns exemplos destes sintomas.

Sintomas da ansiedade

Sabemos que a ansiedade é uma reação emocional universal, ou seja, que todos sentimos e experienciamos, o que faz com que constantemente surjam referências a ela em nossas conversas e bate papos, seja com a família, amigos ou no trabalho. É muito comum afirmar que estamos nos sentindo ansiosos, ou que alguém está ansioso, mas você realmente sabe o que é ansiedade e quais os seus sintomas?

Segundo Beck (2010), podemos definir ansiedade como “um sistema de resposta cognitiva, afetiva, fisiológica e comportamental complexo (isto é, modo de ameaça) que é ativado quando eventos ou circunstancias antecipadas são consideradas altamente aversivas porque são percebidas como eventos imprevisíveis, incontroláveis que poderiam potencialmente ameaçar os interesses vitais de um indivíduo”

Sendo um fenômeno complexo, a ansiedade se manifesta de variadas formas, que podem varias de pessoa para pessoa, com certos tipos de sintomas podendo ser mais intensos em determinadas pessoas do que em outras.

Estes diversos sintomas podem ser agrupados de acordo com sua área de manifestação, a saber: sintomas fisiológicos, sintomas cognitivos, sintomas comportamentais e sintomas afetivos.

Sintomas fisiológicos da ansiedade

  • Aumento da frequência cardíaca, palpitações;
  • Falta de ar, respiração rápida;
  • Dor ou pressão no peito;
  • Sensação de sufocação;
  • Tontura, sensação de “cabeça vazia”
  • Sudorese, ondas de calor, calafrios;
  • Náusea, dor de estomago, diarreia;
  • Tremor, agitação;
  • Formigamento ou dormência nos braços ou nas pernas;
  • Fraqueza, sem equilíbrio, desmaio;
  • Tensão muscular; rigidez;
  • Boca seca.

Sintomas Cognitivos

  • Medo de perder o controle, de ser incapaz de enfrentar;
  • Medo de ferimento físico ou morte;
  • Medo de ficar “louco”;
  • Medo da avaliação negativa pelos outros;
  • Pensamentos, imagens ou recordações aterrorizantes;
  • Percepções de irrealidade ou de afastamento;
  • Concentração deficiente, confusão, distração
  • Estreitamento da atenção, hipervigilância para a ameaça;
  • Memória deficiente;
  • Dificuldade de raciocínio, perda de objetividade.

Sintomas comportamentais

  • Evitação de sinais ou situações de ameaça;
  • Esquiva, fuga;
  • Busca de segurança, reasseguramento;
  • Inquietação, agitação, movimentos rítmicos;
  • Hiperventilação;
  • Congelamento, imobilidade;
  • Dificuldade para falar.

Sintomas Afetivos

  • Nervoso, tenso, excitado;
  • Assustado, temeroso, aterrorizado;
  • Irritável, nervoso, irrequieto;
  • Impaciente, frustrado.

Como falamos anteriormente, esta lista demonstra a grande variedade de sinais e sintomas decorrentes da ansiedade. Não são necessários o surgimento de todos estes sintomas para que se configure um quadro de ansiedade. Cada pessoa tem suas características individuais e portanto poderá manifestar uma combinação própria destes sintomas.

 

Para se certificar se você possui um quadro de ansiedade patológica, ou um quadro de ansiedade que necessita de tratamento, é necessário a avaliação de um especialista. Importante também ressaltar que a ansiedade tem tratamento, e através de uma boa terapia é possível diminuir ou eliminar seus efeitos negativos, e não a ansiedade em si, pois ela na medida certa é um componente necessário a nossa vida, permitindo uma vida com mais qualidade e maior satisfação pessoal.

 

Fonte: Terapia Cognitiva para os Transtornos de Ansiedade. Aaron T. Beck. Ed Artmed