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Como saber se alguém que eu gosto está com depressão?

Embora a depressão seja o transtorno mental mais comum na sociedade, sua compreensão ainda é limitada, o que faz com que ainda seja, mesmo hoje, de difícil detecção, mesmo nos consultórios médicos e psicológicos. Muitos de seus sintomas são tratados de forma isolada, não permitindo que um diagnóstico adequado e o tratamento correto sejam utilizados prontamente.

Em muitos casos podem se passar meses ou até anos para que a pessoa encontre ajuda adequada, que possibilite a sua recuperação e a capacidade de retomar sua vida.

Desta forma, como podemos fazer para identificar e ajudar as pessoas de que gostamos?

Como o sinal mais conhecido e característico da depressão é a tristeza e o desânimo, temos a tendência de somente reparar nesta característica específica. Mas você sabia que a depressão pode se manifestar muito antes das pessoas ficarem tristes?

Naquelas situações em que não há um fato aparente ou mais marcante que desencadeie a depressão ( como uma perda,  uma decepção ou evento traumático) é comum que outros sintomas da depressão se manifestem antes da tristeza. Quando prestamos atenção nestes sinais é possível intervir precocemente, evitando maiores prejuízos e possibilitando uma recuperação mais rápida e fácil.

Mas que sinais ou indicativos seriam estes?

Inicialmente a depressão pode se manifestar como mudanças na forma de reagir a situações habituais, demonstrando maior agressividade, irritação ou falta de paciência. Podem também surgir uma sensação constante de cansaço que não melhora com sono ou descanso. Além disto começa a aparecer também um desinteresse por hábitos ou situações que anteriormente despertavam alegria, motivação e prazer.

A pessoa começa a mudar a forma como se comporta ou reage a diversas situações da vida, embora muitas vezes isto não seja notado ou percebido por ela. As pessoas próximas reparam mas não conseguem entender muito bem, atribuindo estas mudanças a algo passageiro ou a fatores externos como trabalho, problemas, etc.

Para facilitar esta identificação listamos abaixo afirmações ou frases comuns em pessoas com sintomas de depressão:

  • Me sinto infeliz
  • Estou sem esperança
  • Estou desesperado
  • Estou preocupado com tudo
  • Não tenho mais objetivos
  • Não me importo com o que vai acontecer
  • Não vejo mais sentido em viver

Além disto, relatos ou referências a sensações físicas também podem dar dicas de que a pessoa está com depressão,  como:

  • Estou sempre cansado
  • Sinto o corpo ou a cabeça pesados
  • Estou sem energia
  • Está sempre sem fome
  • Dores localizadas ou generalizadas sem causa aparente
  • Descuido com a aparência ou com a higiene

Caso você identifique estes sinais, busque ajuda e orientação especializados, pois depressão possui tratamento e a recuperação é possível.

Causas da depressão

Embora exista um número imenso de pesquisas sobre a depressão e suas causas, ainda não existe consenso ou certeza sobre todos os mecanismos ou fatores envolvidos no desenvolvimento de um quadro depressivo. Apesar disto, diversas teorias buscam explicar o porquê ocorre a depressão. Assim como em outros transtornos mentais, existe consenso de que nenhum fator isolado ou único explica o surgimento e a manutenção de um transtorno psiquiátrico.

E noção mais aceita hoje em dia é a de que a depressão é um transtorno biopsicossocial, ou seja, que possui aspectos biológicos, psicológicos e sociais e que seu desenvolvimento e ocorrência dependem da interação entre estes fatores.

Por aspectos biológicos poderíamos citar alterações nos neurotransmissores ( que são hormônios do cérebro) observados em diversos estudos, e que explicam o mecanismo e funcionamento das medicações antidepressivas.
Nos quadros de depressão os neurotransmissores encontram-se alterados, contribuindo para os estados depressivos. Diversos estudos demonstraram a ocorrência aumentada de depressão entre familiares, apontando para uma possível predisposição genética para a depressão.

Já entre os fatores psicológicos estão as experiências de vida, crenças, comportamentos e vulnerabilidades pessoais, que contribuem para a percepção e vivencia das experiências de forma mais difícil e sofrida do que já são.

E finalmente entre os aspectos sociais podemos destacar ambientes, pessoas e contextos que podem agir como facilitadores ou protetores para o surgimento da depressão. Fatos como desemprego, perdas, etc. podem contribuir significativamente para o estabelecimento de um quadro depressivo.

Sob a ótica da Terapia Cognitiva, entendemos que estes fatores se inter-relacionam de forma a que situações de vida (fatores ambientais) geram stress, que atua sobre uma predisposição genética e uma vulnerabilidade psicológica fazendo com que desta interação surja o contexto desencadeador da depressão.

A partir desta inter-relação, ocorrem a ativação de crenças negativas que contribuem para uma visão negativa de si mesmo, das pessoas, do mundo e do futuro, gerando mudanças cognitivas, emocionais e fisiológicas que atuam como reforçadores do quadro depressivo.

A combinação destes diversos fatores ajuda a explicar o porquê certas pessoas conseguem passar por determinadas situações sem que entrem em depressão e outras acabem por desenvolver este problema.

 

Fonte: Depressão: Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed. Artmed

Depressão tem cura?

Depressão tem cura? Constantemente ouço esta pergunta de pacientes, familiares ou mesmo de outras pessoas que sabem que atuo na área da saúde mental. Esta é uma dúvida muito frequente e para respondê-la é necessário que antes entendamos o que significa curar.

De acordo com o dicionário de língua portuguesa Houaiss, podemos entender cura como sendo: (1) o reestabelecimento da saúde, (2) um estado de melhora, remédio, solução, (3) correção de um defeito ou problemas de comportamento.

A partir destas definições podemos entender que se conseguirmos fazer os sintomas da depressão desaparecerem conseguimos curar a depressão. Porém não é tão simples assim.

Existem depressões que ocorrem como uma reação a fatos ou situações difíceis, e que uma vez tratadas a pessoa pode voltar a viver sua vida e não mais apresentar nenhum episódio de depressão. Porém as estatísticas demonstram que de todas as pessoas que apresentam um episódio de depressão, 50% terão um novo episódio em algum momento da vida. As pesquisas também demonstram que quanto mais episódios de depressão alguém tem, maiores as chances de ocorrer uma recaída.

Portanto é necessário ter em mente que a depressão também pode se tornar uma doença crônica, e como tal não tem cura. Isto significa que não há o que fazer então? Claro que não. Assim como em outras doenças crônicas como diabetes, hipertensão, etc. é possível ter uma vida normal e de qualidade, desde que se tome alguns cuidados.

É de fundamental importância para uma plena recuperação da depressão, ou nos casos mais graves para a manutenção de um estado de saúde, com qualidade de vida, o tratamento do quadro depressivo, que deve ser feito principalmente através da terapia, onde poderemos atuar nas causas da depressão, diminuindo ou eliminando seus sintomas.

Resumindo então, quando falamos em cura da depressão estamos falando de um tratamento que permita a pessoa viver com qualidade e satisfação sua vida, ainda que exista uma vulnerabilidade que necessite de atenção e acompanhamento para evitar o retorno do quadro depressivo.

O que é depressão?

Falar sobre depressão se tornou lugar comum em nossa sociedade e frequentemente encontramos pessoas afirmando que fulano está deprimido, ou então elas mesmas. Porém o que significa realmente depressão? afinal, o que é depressão?

Usos do termo depressão

O termo depressão possui muitos significados em nossa língua. Etimologicamente, o termo depressão deriva do latim “deprimire” e significa pressionar para baixo. Comumente utilizamos este termo para nos referir a uma piora do humor, na forma de tristeza, algo que é absolutamente normal em todas as pessoas, e que todos experimentaremos na vida. Porém esta experiência é bem diferente do que é de fato ter a doença chamada depressão.

Além disto, a piora do humor e outros sintomas associados podem aparecer em outras situações de vida, como por exemplo doenças graves, mudanças importantes ou outros quadros de doenças mentais, sendo que nestas situações são sintomas de um outro quadro de saúde, e não o transtorno de humor chamado depressão.

Depressão também é utilizado para se referir ao Transtorno Depressivo Maior, um tipo específico de transtorno de humor, que é o tipo de transtorno mental que mais afetas as pessoas no mundo.

O que é depressão?

Apesar da importância dada ao componente do humor (tristeza) quando falamos de pressão, esta é apenas uma parte do quadro muito mais complexo e sério que compões a depressão, podendo inclusive não aparecer em suas fases iniciais, ou não ser a principal queixa da pessoa com depressão. Inicialmente pode se configurar como uma diminuição ou perda de prazer ou de interesse por hábitos ou situações que antes eram vivenciadas com prazer.

O transtorno depressivo, ou depressão é um quadro complexo, composto por alterações no humor, nos pensamentos, na motivação e também por alterações físicas, devendo ocorrer por pelo menos 2 semanas e provocando alterações e ou prejuízos no funcionamento anterior.

Hoje é consenso que as seguintes alterações são características do quadro depressivo, sendo que não necessariamente precisem ocorrer todas:

  • Alteração específica do humor: tristeza, solidão, apatia, etc.
  • Autocrítica negativa associada a recriminação e autoacusações
  • Desejos regressivos e autopunitivos: desejo de fugir, esconder-se, morrer.
  • Alterações vegetativas: perda de apetite, insônia, perda de libido.
  • Alteração no nível de atividade: retardo psicomotor ou agitação.

Importante também lembrar que estes sintomas não devem estar sendo provocados por outro quadro clínico, como por exemplo o hipotireoidismo, ou pelo uso de outras substancias psicoativas como remédios ou drogas.

Se você se identificou com este quadro ou tem se sentido desta forma, busque ajuda especializada, pois comprovadamente quem busca tratamento se recupera mais rápido, recuperando a capacidade de aproveitar a vida.

 

Fonte: Depressão – Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed
                  Depressão: Teoria e Clínica. João Quevedo. Artmed

Sintomas da depressão

Quando pensamos em Depressão, é impossível não lembramos logo daquela imagem de uma pessoa triste, abatida ou para baixo. Mas engana-se que pensa que depressão é somente ama alteração do humor, fazendo com que as pessoas fiquem tristes.

Depressão é um conjunto de sintomas muito mais amplos, que afetam outras áreas da pessoa além do humor.

Podemos dividir os sintomas da depressão em 5 grandes áreas, desta forma sendo mais fácil entender a extensão e a abrangência com que a depressão afeta a vida de que sofre com este transtorno.

Sintomas Emocionais da Depressão

Estes sintomas da depressão referem-se às mudanças nos sentimentos ou nos comportamentos explícitos do paciente, diretamente atribuíveis a seus estados emocionais.

  • Humor deprimido: sentir tristeza, infelicidade, sem esperança
  • Sentimentos negativos em relação a si próprio: decepção com si mesmos, baixa autoestima, raiva de si.
  • Redução da satisfação: perda de prazer, tédio, deixam de gostar de coisas que faziam.
  • Perda de vinculo ou envolvimento emocional: indiferença por pessoas ou atividades com que se envolvia
  • Crises de choro: maior sensibilidade, chora com mais frequência, com facilidade,
  • Perda da resposta ao humor: perda do senso de humor, sorrisos forçados, indiferença ao humor

Sintomas Cognitivos da Depressão

São sintomas que dizem respeito a atitudes distorcidas do paciente em relação a si mesmo, sua vivencia pessoal e o futuro. Demonstram a forma distorcida com que quem tem depressão passa a ver e perceber tudo ao seu redor.

  • Auto avaliação negativa: critica excessiva ao erro, ideias de inferioridade, defeito
  • Expectativas negativas: pessimismo, não tem solução, desesperança
  • Auto recriminação e autocrítica: culpam a si mesmos por tudo, perfeccionismo.
  • Indecisão: dificuldades para tomar decisões que antes eram fáceis, incapacidade de escolher
  • Distorção da imagem corporal: preocupação excessiva com aparência, ideias de não ser atraente ou desejável

Sintomas Motivacionais da Depressão

Neste conjunto estão os esforços, desejos e impulsos vividos durante a depressão. Tem como característica comum a natureza regressiva, em que se busca atividades com menor exigência de responsabilidade, energia ou iniciativa.

  • Paralisia da vontade: perda do desejo de realizar atividades, inclusive as rotineiras, vontade de não fazer nada.
  • Desejos de evitação: vontade de evitar ou adiar grande variedade de atividades, em especial as que não tragam prazer imediato.
  • Escapismo e retraimento: afastamento do convívio social ou familiar, fuga do contato com outras pessoas.
  • Desejos suicidas: Podendo variar desde pensamentos até o planejamento de fato do ato.
  • Aumento da dependência: desejos de ser ajudado constantemente, de que as pessoas façam ou resolvam por ele.

Sintomas Físicos da Depressão

São sintomas de caráter eminentemente físico, que demonstram a extensão dos efeitos da depressão sobre o corpo.

  • Perda do apetite: perda do prazer em comer, não sentem fome, aversão a comida.
  • Perturbação do sono: dificuldades para dormir, insônia, diminuição do tempo de sono.
  • Perda da libido: Diminuição do interesse e desejo sexual, perda de resposta à estimulação.
  • Fadiga: Cansaço crônico, corpo pesado, cansam com facilidade.

Delírios ligados a Depressão

Em casos específicos ou particularmente graves de depressão podem ocorrer também sintomas psicóticos, como presença de delírios (ideias fantasiosas persistentes) ou de alucinações, como estes:

  • Delírios de inutilidade
  • Delírios de crime e castigo
  • Delírios somáticos
  • Alucinações

Os sintomas também variam em função de fatores como idade e sexo, conforme podemos notar no gráfico abaixo:

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Os sintomas da depressão

Os sintomas da depressão

Importante notar que todos estes sintomas se manifestam dentro de um continuum que vai desde sintomas mais leves, e que podem ser experimentados por todas as pessoas sem depressão, até estados de maior gravidade e intensidade, necessitando de intervenção especializada para possibilitar a recuperação ou evitar o risco de morte.

Embora esta lista cubra boa parte dos sintomas da depressão, ela não os esgota; sendo sempre indispensável a consulta a um profissional especializado para que possa ocorrer o diagnóstico adequado da depressão e a indicação do tratamento mais indicado a cada caso.

 

Fonte: Depressão- Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed

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Tipos de depressão

Você sabia que não existe apenas um tipo de depressão? É isso mesmo, embora normalmente se fale em depressão como uma única doença, a depressão reúne um conjunto de quadros que possuem diferenças importantes entre si. A seguir, conheça mais sobre os diferentes tipos de depressão que existem.

Transtorno Depressivo maior

É o tipo ou forma mais comum de depressão, aquela que normalmente nos referimos quando falamos sobre a doença. Tem como característica a presença de ao menos cinco destes sintomas, sendo que um dos dois primeiros obrigatoriamente: humor depressivo, diminuição acentuada do interesse ou do prazer, alteração de peso ou do apetite, insônia ou hipersônia, agitação psicomotora ou retardo, cansaço ou falta de energia, sentir-se sem valor, culpa excessiva, dificuldade para pensar ou concentrar-se, pensamentos sobre morte ou ideação suicida.

Transtorno Depressivo Atípico

Nesta forma de depressão, a capacidade de sentir prazer está parcialmente preservada. Isto quer dizer que a pessoa reage de forma positiva a situações agradáveis, mas por pouco tempo. Se apresenta com muita sonolência, com aumento do apetite, o que leva a ganhos de peso. As pessoas com esta forma de depressão relatam ter grande sensibilidade a críticas e a rejeição.

Transtorno Distímico (Distimia)

É uma forma leve de depressão com apenas alguns sintomas presentes. Porém é crônica e costuma acompanhar a pessoa por diversos anos, pois é de difícil percepção e diagnóstico. Pelo menos dois dos seguintes sintomas devem estar presentes, além do humor depressivo:

  • Alteração do apetite ou do sono
  • Pouca energia ou cansaço
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade de concentração
  • Sentimento de desesperança

Também é muito comum a irritação, sendo a característica mais marcante do quadro. Tanto que na sua origem, distimia quer dizer mal humor.

Transtorno afetivo sazonal

Este é um tipo de depressão mais específico dos países próximos aos polos, onde o inverno dura muito tempo e ocorrem longos períodos de pouca luz, pois os dias são curtos e as noites muito longas. Estes períodos prolongados de pouca luz solar geram quadros depressivos importantes, porém que melhoram quando tratados com fototerapia (terapia com Luz).

Depressão na gestação e Pós-Parto

Tanto a gravidez quanto o puerpério (período pós-natal) são em geral momentos associados a alegria. Porém para muitas mulheres a gravidez e a maternidade podem ser um período de maior vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos, como por exemplo a depressão. Neste período é mais difícil diagnosticar adequadamente a depressão, devido a mudanças hormonais e fisiológicas que ocorrem, como fadiga; dificuldade para dormir, instabilidade emocional e diminuição da libido.

É importante diagnosticar adequadamente este quadro, pois a depressão pós-parto pode trazer diversos riscos para a mãe e o bebe, como: prejuízo do seguimento pré-natal, uso de substâncias psicoativas, estresse marital, prejuízo na relação mãe-bebe com piora nos cuidados maternos e a mais grave de todas, risco de suicídio ou infanticídio,

Transtorno Depressivo Recorrente

Aproximadamente 50% das pessoas que sofrem de um episódio depressivo, voltaram a apresentar depressão em diversos outros episódios. Quando a pessoa apresenta mais de um episódio de depressão ao longo da vida, há o diagnóstico de depressão recorrente. Quanto maior o número de episódios de depressão, maiores são as chances de voltar a apresentá-los no futuro. O que reforça a importância do tratamento para evitar novos episódios e para a manutenção dos ganhos terapêuticos.

Depressão Crônica

Para algumas pessoas a depressão é de longa duração. Isto pode ser consequência de tratamentos incompletos ou planejados inadequadamente, ou da gravidade da doença e de problemas interpessoais relacionados.

A correta identificação dos sintomas e o diagnóstico correto contribuem para um melhor planejamento do tratamento, possibilitando melhores resultados e uma abordagem mais efetiva do problema.

 

Fonte: Depressão -Causas e Tratamento. Aaron T. Beck. Ed Artmed
                  Depressão: Teoria e Clínica. João Quevedo. Ed. Artmed
                  Psicoterapias: Abordagens Atuais. Aristides V. Cordioli. Ed. Artmed